sexta-feira, 20 de julho de 2018

a new kind of poem.

Você contou-me um certo tipo de piada cigana,
- sorri desconcertado -
a respeito de dentes dourados,
flores,
palmas da mão
& preconceitos...


Leonard disse até logo
quando não conseguia mais...
e Eu?
falhei em alisar seu coração,
fracassei ao tocar seu cabelo...
comigo mesmo falhei
& obtive sucesso
ao tocar os joelhos
ralados no chão.

Sustentei-me
num frágil 
barbante farpado
e desmoronou
o firmamento,
o solo,
a boca,
o nariz
escorreu-me
até os lábios...
e nem sei mais quem sou...

oro por um anjo,
apenas aquele caído
responde-me com um acorde torto
de uma resplandecente trombeta escatológica.

perdi o ponto certo
do tempero das cousas,
vejo seu sorriso
evaporar na areia...toco a espuma dos dias...
e não sei por onde seguir...o poema.


Rodrigo Chagas
21/07/18.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A vida é...

A vida é a espera do inevitável acontecer...

ou 

A vida é a arte da espera do inevitável acontecer...

Ps.: Palavras proferidas por mim num sonho hoje...não lembro exatamente o que falei no meu sonho, mas a 1a eu gostei mais...

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

No Calor do Fim da Tarde.

Qual mal faria
Um belo elogio
Ao fim da tarde 
Quente
Onde o asfalto
Frita
Abaixo dos
Solares
- vermelhos -
Raios
Ruivos
Dos seus
Cabelos...voam
Brancos
Sorrisos
Teus
No solstício...
Vai você,
Assim
Evaporando
Pelos
Meus poros desejando te tocar 
Na sineta da tua porta adentro.

Rodrigo Chagas.
18 /12/17.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Veleiros afundam.
Pressiono minha pálpebra com o polegar,
Para não ver a noite cair.
Minha vida à deriva,
Como um feto abortado que naufragou pernas abaixo.
Apenas a vela flamula antes das bolhas virem à tona.

Rodrigo Chagas

22/08/17.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Divag-@-ções:



Assim como a morte,
O amor será inevitável,
O fim.

Assim como a morte,
No amor será inevitável,
O fim.

Assim como
na morte,
O amor será inevitável,
O fim.

Assim como
na morte,
No amor será inevitável,
O fim.

A morte,
O amor,
O inevitável
Fim.

A morte,
O amor,
O fim
Inevitável.

Rodrigo Chagas
17/08/17.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O homem que
conta as horas
ali sentado,
me observando,
fitando...
não é Deus,
nem a morte,
mas dependo
dele...
cada minuto
a menos trabalhado
é pior p/mim.
"As coisas sempre
foram assim meu
filho, acostume-se"...
Vovó já dizia.
& o fluxo do universo
continua jorrando...
O homem que conta
as horas fala que
é hora de ir embora.
No ônibus socado até
a porta,
penso na garota ruiva
da 4a série & suas
veias azuis sob sua
bela - e pálida - pele.
Quantas
horas
o homem
contabilizou P/ela?

Rodrigo Chagas
09/06/17.

domingo, 16 de abril de 2017

Lábios Leporinos Que Eu Beijei


Divididos
Assim estávamos
Nós...
Eles,
Teus Lábios...
Desencontrados...
Juntamos-nos, 
como linhas...
pontos...
Tão doce...
Estrangeiro
num mar de bocas normais
lá estava o seu...

Mãos que eu afoguei
numa noite de são joão,
n´um copo de bar...
senti teu gosto, 
na ponta dos dedos...

lábios
teus
- leporinos -
quando eu beijei...

Separados...
assim se foram,
quando os encontrei...

Rodrigo Chagas
16/04/17