terça-feira, 11 de janeiro de 2011
28/03/04
Eu comi você
nas escadarias do seu prédio
ao som dos elevadores paranóicos
subindo e descendo,
enquanto os meus cotovelos
doem e meu braço
e nossos corpos
sujam de terra
e poeira eu penso
em seus pais,
na sua educação cristã
e conduta européia.
Eu meto em você
e vejo Paris e Roma
e penso no beijo do seu pai
no seu rosto angelical,
numa foto esquecida
e amarelada no WTC.
Nós gozamos
ao som de portas
corta fogo
abrindo e morrendo,
suor e gozo,
areia, sujeira
Cristo e amor
As crianças entram
no elevador enquanto
ainda estamos excitados....
Alguém aqui precisa
urgentemente de
psicólogo...
ou de um lugar melhor p/transar...
Rodrigo Chagas
28/03/04.
ONANISMUS COTIDIANUS
Eu me masturbo todos os dias.
Eu ejaculo na pia verde com a torneira quebrada..
Eu jogo as criancinhas mortas pelo ralo dela,
com aquele chuveirinho que não sei o nome.
Eu sou Mr. Frog!
Eu me masturbo nas pontas dos pés,
jogo o corpo um pouco p/frente,
quando gozo abaixo os pés
e imprenso meu único testículo
contra a ponta da pia,
gozo feliz,
por partes, à prestação...
Sou o roncolho do orgasmo solitário.
Alguém sabe pq meus dedos
sempre prendem as criancinhas que acabei de ejacular?
Elas pedem socorro,
gritam por vida,
seguram minhas mãos como filhos carentes,
jogo-as pelo ralo com o chuveirinho sem-nome,
com a cabeça quebrada,
que joga água na porra jorrada...
Eu me masturbo todo santo dia,
um pouco de mim e da minha geração estéril,
que nunca virá ao mundo vazio,
no esgoto eu crio uma geração descartada,
filhos de um pai de um ovo só,
de uma mãe pia sem nome e de meninas imaginárias,
sou um infanticida de um testículo só,
podiam ser mais se fosse um garoto normal,
mas é 1 pouco só,
hoje eu me masturbei pensando em você
limpando com a língua as crianças órfãs
presas no seu aparelho dentário...
Pseudo-ensaio sobre "o tirar" a calcinha das garotas...
Um pseudo-ensaio escrito em algum dos 2 semestres de 2004.
Existe um momento no ato sexual, ou melhor um momento que precede o próprio ato em si, que resume para mim um momento poético, porém rápido, das horas subseqüentes.
Um instante, segundos, que se meus olhos famintos fossem uma câmera ou lápis eu definiria como pura poesia.
Por mais doente, pervertido, que seja este ato, é para mim uma das coisas mais belas que a minha visão depravada já teve o privilégio de presenciar.
Quando uma garota, semi-despida, ao deitar-se em minha cama, apenas de calcinha, e meus dedos tocam sua langerie e os poucos segundos que se demora ao despi-la completamente é exatamente o que falo...
Os segundos que mostram os pelinhos pubianos, o momento em que toda sua vontade irá começar e se concretizar.
O momento de tirar a calcinha revela tudo o que esperávamos ver, o proibido e inusitado, por mais que uma garota não se resuma a esse momento eu gostaria de perpetuar esse segundo revelador...
Meus olhos se focam no pouco espaço entre os quadris e a barriga, antes de meus olhos perceberem os dela revirados pelo desejo, eu olho para aquele pedaço de pano que simboliza o último passo para o começo de suor, orgasmos e por que não amor...
Quando minhas mãos deslizam a calcinha e ela levanta-se um pouco para facilitar a passagem do último pedaço do pudor, ela está totalmente despida e algo novo está por vir...
Isso já aconteceu inúmeras vezes, com várias garotas, mas sempre demoro-me nesse instante revelador e definitivo.
O instante em que o pequeno e voluptuoso recheio é desvelado para os meus incrédulos olhos que não acreditam que vai rolar agora, mesmo depois desses anos, mesmo depois de todas as garotas...
Esse é o momento que eu não vi nas telas ou nos livros...
Sim, as garotas também têm esse momento revelador, não estou falando das meninas que amam-se entre si escondidas do mundo que as oprimem, mas falo das garotas que têm o mesmo furor ao despir nossas cuecas, mas esse momento eu deixo para elas suspirarem e escreverem, ou para alguns rapazes se quiserem....
Mas eu falo aqui do meu momento particular, aonde as calcinhas deslizam entre as pernas macias e revelam o objeto do meu desejo, ou uma parte dele, onde os meus olhos não podiam...
chegar - enxergar - até então.
Rodrigo Chagas, 2004.
Sexy Ice Cream
Ao som de "four", de Stan Getz (numa versão muito foda de 1955)
Minhas amigas dizem q sou penso em sexo, que sou pervertido ou sexopata. Algumas acham engraçado, outras estranho, normal, esquisito, chocante, idiota e por aí vai...Mas fazer o quê? Se o "negoço" é bom mesmo, claro que eu respeito-as, na maioria das vezes é brincadeira, zuação da minha parte, na outra maioria é mesmo verdade-hehehehe. Mas, enfim...um belo dia no ano passado fui comprar um picolé na minha rua e a mulher que vendia veio me atender(e ainda atende) com um micro short centro avante(daqueles que tão lá enfiadão) e o eu um pobre rapaz pensei??? Claro q fui escrever minha conversa imaginária com ela e depois fui fazer coisas impublicavéis no banheiro...Aqui abaixo vai esse diálogo doente/pervertido q tive ao vê-la vestida daquele jeito, mas, por favor, não confundam isso com machismo ou sexismo, é apenas a atração física e nada demais, isso é para aqueles chatos de plantão q adoram colocar as coisas onde não devem(sem trocadilhos), bom...deixando o politicamente correto de lado aí vai (escrito em algum dia do primeiro semestre de 2001):
- 1 sorvete de cupuaçu. Eu disse.
- 0,35 cent$. Respondeu a mulher do shortinho apertado.
- Eu vou chupa-lo como se fosse você, sua puta! Pensei alto.
- O quê??????????????????
- Nada, quero 2 sorvetes.
- Ok! vou buscar.
- Isso gostosa, fica de costas.
- Hãn? o que você disse moço?
- Esses sorvetes são gostosos pacas.
- É, sempre vem muita gente aqui comprar, devem ser bons.
- Também com um shortinho desses...Pensei bem baixinho.
Chegando em casa chupei os 2, masturbei-me pensando naquelas coxas e depois fui ler a Bíblia.
Oh Deus! O celibato ainda me mata. Preciso ir ao Rio, ou daqueles shorts curtos.
Que minha garota carioca não leia isso.
Rodrigo Chagas, 2001.
Trilhas sonoras baratas para corações solitários
Ao som de lonesome town e heartbreak hotel coverizadas pelos Cramps
Estou descendo para a Cidade Solitária para hospedar-me no Hotel dos corações partidos.
Não me importo se eles me acham caricato.
Não me importo se seu médico diz q vc tem o nariz torto por causa da rinite.
Nossos sonhos quebrados, como narizes machucados, serão esquecidos na Cidade Solitária.
Estaremos no nosso quarto p/jogar ao vento nossas roupas e despir todo passado.
Meu velho, e suado, paletó preto deixa-me um pouco mais forte, por mais sujo e velho q esteja, nele eu sinto-me alguém... como num velho filme.
Levo fotos velhas e amareladas pelo tempo, de pessoas que eu nunca vi, fotos antigas, em preto e branco... e o amarelo as deixa mais tristes...
Levo cd's q falam de canções de amor, canções q ninguém mais ouve, pois falar de amor tornou-se brega e ultrapassado....
Na Cidade Solitária eu me encontrei um dia e agora volto p/ela e vou salvar-me em seus braços....
Vc deve estar bela deitada nua na cama daquele hotel barato, suas pernas e seus seios... quero muito toca-los... só aqui nesta maldita cidade poderemos nos libertar de todo o nosso passado.
Eu quero escrever poemas baratos e dizer tudo q eu sinto, sou um cara q não foi feito p/esses tempos, sou um cara ultrapassado, por isso prefiro seus óculos a lentes de contato, por isso amo seu corpo natural...
Essas ruas sujas e poeirentas vão levar-me à vc.
Não me importo se te acham meio louca, tarada e sonhadora.
Sou meio mal visto também, um vagabundo com mais de 20 anos q não se interessa por nada.
Todos os dias fudidos e loucos que passei p/ ficar com vc, apenas vc, serão curados na Cidade Solitária, num hotel barato onde encontrei-me solitário um dia.
Não importa se não deixaram vc vir, mas apenas eu e vc poderemos mandar à merda todo esse mundo sórdido e fudido onde vivemos.
Apenas na cidade solitária aprendemos a esquecer.
E não importa...nada mais importa.... nem esse sol quente q racha meu crânio, nem quantos ônibus e perigos q eu passei p/ chegar até aqui.
Apenas na cidade solitárias poderemos chorar, chutar, e curar nossos problemas p/ longe!!!!!
E não importo-me mais com nada, nem q esse texto termine grandioso ou fudido, agora quero apenas EU, VC e a maldita cidade solitária, vista de um quarto barato do hotel dos corações partidos.
Rodrigo Chagas, 2002.
Estou descendo para a Cidade Solitária para hospedar-me no Hotel dos corações partidos.
Não me importo se eles me acham caricato.
Não me importo se seu médico diz q vc tem o nariz torto por causa da rinite.
Nossos sonhos quebrados, como narizes machucados, serão esquecidos na Cidade Solitária.
Estaremos no nosso quarto p/jogar ao vento nossas roupas e despir todo passado.
Meu velho, e suado, paletó preto deixa-me um pouco mais forte, por mais sujo e velho q esteja, nele eu sinto-me alguém... como num velho filme.
Levo fotos velhas e amareladas pelo tempo, de pessoas que eu nunca vi, fotos antigas, em preto e branco... e o amarelo as deixa mais tristes...
Levo cd's q falam de canções de amor, canções q ninguém mais ouve, pois falar de amor tornou-se brega e ultrapassado....
Na Cidade Solitária eu me encontrei um dia e agora volto p/ela e vou salvar-me em seus braços....
Vc deve estar bela deitada nua na cama daquele hotel barato, suas pernas e seus seios... quero muito toca-los... só aqui nesta maldita cidade poderemos nos libertar de todo o nosso passado.
Eu quero escrever poemas baratos e dizer tudo q eu sinto, sou um cara q não foi feito p/esses tempos, sou um cara ultrapassado, por isso prefiro seus óculos a lentes de contato, por isso amo seu corpo natural...
Essas ruas sujas e poeirentas vão levar-me à vc.
Não me importo se te acham meio louca, tarada e sonhadora.
Sou meio mal visto também, um vagabundo com mais de 20 anos q não se interessa por nada.
Todos os dias fudidos e loucos que passei p/ ficar com vc, apenas vc, serão curados na Cidade Solitária, num hotel barato onde encontrei-me solitário um dia.
Não importa se não deixaram vc vir, mas apenas eu e vc poderemos mandar à merda todo esse mundo sórdido e fudido onde vivemos.
Apenas na cidade solitária aprendemos a esquecer.
E não importa...nada mais importa.... nem esse sol quente q racha meu crânio, nem quantos ônibus e perigos q eu passei p/ chegar até aqui.
Apenas na cidade solitárias poderemos chorar, chutar, e curar nossos problemas p/ longe!!!!!
E não importo-me mais com nada, nem q esse texto termine grandioso ou fudido, agora quero apenas EU, VC e a maldita cidade solitária, vista de um quarto barato do hotel dos corações partidos.
Rodrigo Chagas, 2002.
One more night at Downtown.
Ao som de "pretty girls make graves", do The Smiths.
Dean estava no bar sentado, pensando naquela garota e como era louco pensar nela...como podia amar uma guria que mal conhecia e jogar tudo para cima por causa dela??????
"é...realmente sou louco mesmo, agora tive a prova disso. É bem provável que algum enfermeiro abra essa porta e jogue uma camisa de força em cima de mim.....eu não ficaria surpreso se ele fizesse isso...", pensou Dean.
Pagou a conta e saiu do boteco, a noite estava fria e ele fechou o casaco. A velha Downtown estava lá e era só dele, mais uma vez, aquelas ruas desertas - e como ele as amava.
Dean vivera a vida toda lá e espera morrer lá, era na Downtown que ele sentia-se forte e vivo, não em NY, nem SP, nem RJ, ou outra cidade qualquer, nem mesmo Salvador era legal, apenas a Downtown - e precisamente sua casa. Mas aquela guria aparecera na sua vida, ela realmente gostava dele, o achava inteligente e gostava das mesmas coisas que ele e isso não era normal, as pessoas odiavam o que ele amava, o que ele ouvia, lia e assistia. Odiavam seu topete, suas costeletas e suas roupas, ele não as odiava - as pessoas. Ele tava tampouco se lixando para elas, mas gostava de conversar com elas e saber um pouco do mundo delas... mas aquela garota...
Ah!!! Ela sim era realmente interessante, ela sim é que valia a pena de viver, por ela faria tudo, ou pensava que faria, mas deixar a Downtown era como deixar para trás a bomba que jorrava sangue no seu corpo, ele morreria fora da sua maldita cidadezinha, sim diria até que seria um peixe fora d´água, mas de uma água suja e fétida que era a Downtown, mas ele a amava - e amava a guria também.
"Você gostaria de visitar a Downtown? Andar nas ruas q ando, sentar na cadeira velha de balanço e ouvir velhas canções de dor e amor? Ver as ruas que cresci, joguei bola e passeei com meus amigos em noites alcoólicas e solitárias???? Não, você não viria, pois afinal de contas quem sou eu??? Um guri qualquer de uma cidade qualquer, uma cidade suja onde todos foram esquecidos.... Eu a chamaria p/vir até aqui, mas vc não viria...eu sei, não a culpo por isso...a culpa é minha por ser um retardado e viver nessa merda...é isso q sou mesmo, um retardado de merda...".
Dean chegou em casa, ligou o som e ouviu Tom Waits cantar, saberia que ao acordar pela manhã ela não estaria lá, na poeirenta Downtown, não teria ela, nunca teria aquela guria que estava crescendo em sua mente, talvez ela nunca existisse, assim como ele, que não existia, e como um covarde vivia num mundo paralelo que ele mesmo criou e por isso vivia solitário até hoje. Sim ela a amava... e amava sua cidade suja... o sofá pareceu confortável... pelo menos quando dormisse e ela aparecesse nos seus sonhos ele poderia tê-la e andar nas ruas solitárias e vazias da velha cidade esquecida....
Rodrigo Chagas, 2001.
Dean estava no bar sentado, pensando naquela garota e como era louco pensar nela...como podia amar uma guria que mal conhecia e jogar tudo para cima por causa dela??????
"é...realmente sou louco mesmo, agora tive a prova disso. É bem provável que algum enfermeiro abra essa porta e jogue uma camisa de força em cima de mim.....eu não ficaria surpreso se ele fizesse isso...", pensou Dean.
Pagou a conta e saiu do boteco, a noite estava fria e ele fechou o casaco. A velha Downtown estava lá e era só dele, mais uma vez, aquelas ruas desertas - e como ele as amava.
Dean vivera a vida toda lá e espera morrer lá, era na Downtown que ele sentia-se forte e vivo, não em NY, nem SP, nem RJ, ou outra cidade qualquer, nem mesmo Salvador era legal, apenas a Downtown - e precisamente sua casa. Mas aquela guria aparecera na sua vida, ela realmente gostava dele, o achava inteligente e gostava das mesmas coisas que ele e isso não era normal, as pessoas odiavam o que ele amava, o que ele ouvia, lia e assistia. Odiavam seu topete, suas costeletas e suas roupas, ele não as odiava - as pessoas. Ele tava tampouco se lixando para elas, mas gostava de conversar com elas e saber um pouco do mundo delas... mas aquela garota...
Ah!!! Ela sim era realmente interessante, ela sim é que valia a pena de viver, por ela faria tudo, ou pensava que faria, mas deixar a Downtown era como deixar para trás a bomba que jorrava sangue no seu corpo, ele morreria fora da sua maldita cidadezinha, sim diria até que seria um peixe fora d´água, mas de uma água suja e fétida que era a Downtown, mas ele a amava - e amava a guria também.
"Você gostaria de visitar a Downtown? Andar nas ruas q ando, sentar na cadeira velha de balanço e ouvir velhas canções de dor e amor? Ver as ruas que cresci, joguei bola e passeei com meus amigos em noites alcoólicas e solitárias???? Não, você não viria, pois afinal de contas quem sou eu??? Um guri qualquer de uma cidade qualquer, uma cidade suja onde todos foram esquecidos.... Eu a chamaria p/vir até aqui, mas vc não viria...eu sei, não a culpo por isso...a culpa é minha por ser um retardado e viver nessa merda...é isso q sou mesmo, um retardado de merda...".
Dean chegou em casa, ligou o som e ouviu Tom Waits cantar, saberia que ao acordar pela manhã ela não estaria lá, na poeirenta Downtown, não teria ela, nunca teria aquela guria que estava crescendo em sua mente, talvez ela nunca existisse, assim como ele, que não existia, e como um covarde vivia num mundo paralelo que ele mesmo criou e por isso vivia solitário até hoje. Sim ela a amava... e amava sua cidade suja... o sofá pareceu confortável... pelo menos quando dormisse e ela aparecesse nos seus sonhos ele poderia tê-la e andar nas ruas solitárias e vazias da velha cidade esquecida....
Rodrigo Chagas, 2001.
The Lonely streets of downtown
Ao som de "I hope i don´t fall in love with you", Tom Waits.
Rodrigo Chagas, 07/07/01
A chuva caia fina enquanto ele caminhava nas ruas solitárias da downtwon. Seu sobretudo estava quase encharcado e seu chapéu de feltro já começava a pingar pequenas gotas da chuva, pois já havia horas que estava sob aquela chuva fina e incessante. Uma música do Chet Baker ecoava em sua mente enquanto pensava naquela garota: "I´m falling in love too easely/ i´m falling in love too fast/ i´m falling in love too terrible high...".
As ruas vazias eram aconchegantes para ele, já eram quase 2 da manhã e todos estavam dormindo, ele poderia dançar, deslizar, por elas, como um Fred Asteire cantando "I´m singing in the rain", mas ele preferia o Gene Kelly...
"Como sou louco", pensou Dean... "caramba só eu mesmo para sair embaixo da chuva atrás de uma guria", Dean queria agradecer-lhe pelo beijo roubado que a garota havia dado nele. Dean há muito vivia solitário, sem companhia e ela simplesmente sorriu, beijou-o e foi embora...Ele ficou paralisado com aquilo, parecia um garotinho que havia ganhado seu primeiro beijo, quando deu por si ela já havia pegado um táxi e desaparecido, como estava sem grana Dean esperou por uma velha condução que o levaria a Downtown, mas já era tarde demais...Ela desaparecera, sumira como mágica, pó, fumaça, dinheiro, esperanças...
Dean parou embaixo de uma sacada, tirou seu Zippo do bolso, pegou seu último cigarro e acendeu-o, olhou para o outro lado da rua apesar de ser madrugada ele esperou o sinal fechar, como de costume, jogou seu cigarro no chão e apagou-o com a sola do sapato e pôs-se a atravessar a rua solitária, levantou a gola, abaixou o chapéu e a chuva começou a cair torridamente, era preciso chegar logo em casa, deitar-se na cama e ficar olhando para o teto e lembrar-se daquela garota e do beijo roubado.
Rodrigo Chagas, 07/07/01
A chuva caia fina enquanto ele caminhava nas ruas solitárias da downtwon. Seu sobretudo estava quase encharcado e seu chapéu de feltro já começava a pingar pequenas gotas da chuva, pois já havia horas que estava sob aquela chuva fina e incessante. Uma música do Chet Baker ecoava em sua mente enquanto pensava naquela garota: "I´m falling in love too easely/ i´m falling in love too fast/ i´m falling in love too terrible high...".
As ruas vazias eram aconchegantes para ele, já eram quase 2 da manhã e todos estavam dormindo, ele poderia dançar, deslizar, por elas, como um Fred Asteire cantando "I´m singing in the rain", mas ele preferia o Gene Kelly...
"Como sou louco", pensou Dean... "caramba só eu mesmo para sair embaixo da chuva atrás de uma guria", Dean queria agradecer-lhe pelo beijo roubado que a garota havia dado nele. Dean há muito vivia solitário, sem companhia e ela simplesmente sorriu, beijou-o e foi embora...Ele ficou paralisado com aquilo, parecia um garotinho que havia ganhado seu primeiro beijo, quando deu por si ela já havia pegado um táxi e desaparecido, como estava sem grana Dean esperou por uma velha condução que o levaria a Downtown, mas já era tarde demais...Ela desaparecera, sumira como mágica, pó, fumaça, dinheiro, esperanças...
Dean parou embaixo de uma sacada, tirou seu Zippo do bolso, pegou seu último cigarro e acendeu-o, olhou para o outro lado da rua apesar de ser madrugada ele esperou o sinal fechar, como de costume, jogou seu cigarro no chão e apagou-o com a sola do sapato e pôs-se a atravessar a rua solitária, levantou a gola, abaixou o chapéu e a chuva começou a cair torridamente, era preciso chegar logo em casa, deitar-se na cama e ficar olhando para o teto e lembrar-se daquela garota e do beijo roubado.
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