sexta-feira, 23 de maio de 2014

Oxi-gênio.

Tentei
tragar
pelo
meu
peito tísico
toda 
poluição 
da atmos-fera.
Procurando
por novos 
ares
esqueci-me
de esvaziar
em
plenos 
pulmões
novos
lugares.

Rodrigo Chagas
23/05/14.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Canteiro


Seu sorriso franco,
pegou-me no tranco,
bem de lado,
de flanco...
Diziam as propagandas,
que sorrisos
deviam ser brancos, 
mas os meus
meio 
amarelados

obturados
são antigos,
mais que velhos,
obsoletos...
Sorrio
de canto,
com rosas
abandonadas.

Rodrigo Chagas.
14/02/14.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O Único Poema de 2013:

10 anos após 
a morte 
dos seus pais,
começou a enfeitar
a casa em 
pleno Natal.
Não havia neve,
apenas
calor
&
lembranças.

Rodrigo Chagas
06/12/13.

Ps.: Sempre escrevi, mas de 2003 pra cá eu creio que achei "o meu caminho" na escrita...e curiosamente o ano de 2013 foi o que menos escrevi (até o momento), escrevi umas 3 ou 4 letras em português pra uns amigos musicarem...mas poema mesmo esse é o 1o...ficou bacaninha....geralmente o natal sempre inspira algo...

terça-feira, 16 de julho de 2013

Uma idéia de letra que acabei de fazer:

Soltem os vagões
&
os trilhos.

Libertem os grilhões
&
os trigos.

Liberem os portões
&
as tribos.

sem noção do perigo.

Só não meta
os pés
pelas mãos...

Muito cuidado:
perigo!

Preste atenção
sangue & suor
pelo chão.

Soltem os vagões
dos seus trilhos.

libertem os grilhões
desses trigos.

Liberem os portões
das suas tribos.


Rodrigo Chagas
16/07/13.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Extra-ção:


Coração meu,
+ frio
que o inverno
deste inferno.
placas
polares
sobre
minha
razão.

Caiu
todo
firmamento
acima
do
seu pensamento.

Minha razão,
+ gélida
que o inferno
deste inverno.
Raios
Solares
sob
meu
Coração.

Traiu
todo
pensamento
acima
do
teu firmamento.

08/07/13.


Ps.: Pensei nessas palavras como letra de uma música...quem quiser me fala...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

poema (meu) escrito há pouco.

há 1 poema
no batente
da varanda,
sentado...
Seus joelhos
não tocam
o chão.
assim,
pequeno,
com pés
* e unhas*
balançando
ao vento (tormenta).
fotos
em cômodos
que não visito
há séculos,
pessoas,
garotas,
que pularam
janela afora,
fugiram,
descalças,
desnudas,
com lágrimas
*escorrendo*
pelas bagagens...
& Eu?
peço licença
*a vosmecê*
para retirar-me
da mesa
enquanto
o café
*preto como
o carbono*
ainda está
frio.
não há perigo
de queimar
no céu...da boca.

Rodrigo Chagas
10/10/12.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A Véspera do Beijo Amigo.

Encenou
em mim
o escárnio
maior...

acenou
pra mim
em cenas,
distorcidos
fotogramas.

fonogramas
fonéticas
patéticos
corações...

filosofou
em baratos
botecos,
baratas
pelas
paredes,
cozinhas engorduradas.

caminhando
entre
graciosos
prédios,
as árvores
escureceram
os dias...

pairou
o silêncio
parou.

Rodrigo Chagas.
17.05.12.

Ps.: Fiz pra 2 amigos, pra ser uma letra de música, mas bem que poderia ser um poema.