Quando a revolução aconteceu, você que lutou tanto, não foi chamado.
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
sábado, 15 de junho de 2019
domingo, 17 de março de 2019
Eu tenho: Medo.
Eu tenho Medo.
Medo de que a gente não dê certo,
Medo de não arrumar um emprego,
Medo de que a madeira podre do telhado caia,
que as paredes com vigas enferrujadas caiam
sobre nosso pés descalços.
Medo de não ter grana para consertar a casa
e meus pulmões.
Medo da morte dos meus pais,
Medo da morte dos meus pais,
Medo da nossa morte,
Medo de sonhos ruins
e de morrer dormindo
no meio de um pesadelo
e não ter como gritar desesperado
para que vc me sacuda
e me acorde com um abraço.
Tenho Medo de que o Bahia não
leve o(s) campeonato(s)
e caia para inferiores divisões.
Medo de chutar o chão e um pedaço
do meu dedão - ensanguentado - fique
na minha rua de paralelepípedos,
exatamente na hora de marcar o gol,
e assim termino perdendo a oportunidade
de empatar a partida quando tive - A Grande - chance.
Tenho medo, medo, MEDO!
De tod@s e até mesmo de mim e de meus tenebrosos Medos.
Esse poema deveria terminar com algo belo e grandioso,
como uma salvação
- redenção -
mas tenho Medo
de que eu não consiga.
Rodrigo Chagas
17/03/19.
Rodrigo Chagas
17/03/19.
sábado, 6 de outubro de 2018
O Truque
O chinês do circo
pediu 1 voluntário
para um truque de mágica.
Você - calmamente - subia no picadeiro.
Ele te colocava num cubículo de madeira,
enfiava uma pequena adaga no seu coração,
te cobria com um aveludado pano rubro,
Puxava o tecido com uma desenvoltura elegante
& Vc desaparecia.
Rodrigo Chagas.
06/10/18.
sexta-feira, 20 de julho de 2018
a new kind of poem.
Você contou-me um certo tipo de piada cigana,
- sorri desconcertado -
a respeito de dentes dourados,
flores,
palmas da mão
& preconceitos...
Leonard disse até logo
quando não conseguia mais...
e Eu?
falhei em alisar seu coração,
fracassei ao tocar seu cabelo...
comigo mesmo falhei
& obtive sucesso
ao tocar os joelhos
ralados no chão.
Sustentei-me
num frágil
barbante farpado
e desmoronou
o firmamento,
o solo,
a boca,
o nariz
escorreu-me
até os lábios...
e nem sei mais quem sou...
oro por um anjo,
apenas aquele caído
responde-me com um acorde torto
de uma resplandecente trombeta escatológica.
perdi o ponto certo
do tempero das cousas,
vejo seu sorriso
evaporar na areia...toco a espuma dos dias...
e não sei por onde seguir...o poema.
Rodrigo Chagas
21/07/18.
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
A vida é...
A vida é a espera do inevitável acontecer...
ou
A vida é a arte da espera do inevitável acontecer...
Ps.: Palavras proferidas por mim num sonho hoje...não lembro exatamente o que falei no meu sonho, mas a 1a eu gostei mais...
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
No Calor do Fim da Tarde.
Qual mal faria
Um belo elogio
Ao fim da tarde
Quente
Onde o asfalto
Frita
Abaixo dos
Solares
- vermelhos -
Raios
Ruivos
Dos seus
Cabelos...voam
Brancos
Sorrisos
Teus
No solstício...
Vai você,
Assim
Evaporando
Pelos
Meus poros desejando te tocar
Na sineta da tua porta adentro.
Rodrigo Chagas.
18 /12/17.
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