segunda-feira, 28 de maio de 2012

A Véspera do Beijo Amigo.

Encenou
em mim
o escárnio
maior...

acenou
pra mim
em cenas,
distorcidos
fotogramas.

fonogramas
fonéticas
patéticos
corações...

filosofou
em baratos
botecos,
baratas
pelas
paredes,
cozinhas engorduradas.

caminhando
entre
graciosos
prédios,
as árvores
escureceram
os dias...

pairou
o silêncio
parou.

Rodrigo Chagas.
17.05.12.

Ps.: Fiz pra 2 amigos, pra ser uma letra de música, mas bem que poderia ser um poema.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ana

Com esta cara
de Boa Dama...
- Pensas que me engana!
mas na verdade és uma:
Tirana!!!!!

20.04.12
Rodrigo Chagas.

terça-feira, 13 de março de 2012

12 Minutos (hoje) na cabeça de Maicon:


Ver-te assim
exposto
ao meu
contra-gosto
não era
o tipo
de
reencontro
que
deveríamos
desejar
*em
sonhar*
ter.

Rodrigo Chagas
13.03.12.

terça-feira, 6 de março de 2012

Vem ver-me verme
& desfaça 
minha existência
em seu estômago.


Ps.: Escrevi isso há um bom tempo, 
provavelmente no final dos anos 90, 
mas nunca havia colocado em lugar algum.
Curiosamente é a única coisa que escrevi que 
sei de cabeça, tanto é que não tinha isso escrito 
em lugar nenhum e consegui reproduzir aqui.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Não leia
poemas  
nu ao meu lado, comentou ela.
"como prestarei
eu atenção?".
Barbaramente
foi esculpido
teu corpo,
após um
orgasmático
encontro
de sêmens
&
óvulos...
Poesias
curvilíneas
- distraem meus
ouvidos -
saciam meus
olhos.
Prefiro perder-me
em teu corpo
do que gastar-me
em palavras...


Rodrigo Chagas
04/02/12.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Primeiro pequeno poema (de 2012):


Nasce
+
1 ano
& na minha
estante
continuam
fotos e livros
de pessoas
que não habitam
mais este lugar.
Palavras
  e
canções
  e
sorrisos
vivos,
mas quem
originou-as

foram-se
há um tempo bom.
estou
sem rumo
& remos,
de mãos
atadas
teimando
contra
a maré
revolta
da
inexistência
que insisto
em continuar.
Prosseguiram-se
os anos 90
e outras
décadas...
estamos,
nós,
por
aqui
ainda...(?)
clico
uma foto (minha)
e nem posso
mais
colocá-la
num papel
junto
com as outras.
sem pilha
& baterias,
preciso de energia
p/exibi-las,
a porcentagem
de forças
está se esgotando,
assim como
o poema
(esvaem-se as palavras),
e nem sei
mais como
conduzi-las
até o final.
que supunham
dever ser:
grande.

Rodrigo Chagas
26.01/12.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Novo Poema.

Sobre
os meus pés
paralelepípedos
ambulantes,
sob
minha
cabeça
a
calvície
&
k
estamos
nós
no meio
do celeiro
de argila
&
argamassas
da
avenida
principal
do
teu corpo.
Lá fora
gotas
pingadas
&
gatos
de botas
roubam
o último
vintém
das
donzelas
em
seus calabouços
-outrora
torres-
prin
ce
sas
cal
vas,
sem
tranças,
nem
eleva
dores.
Travestidas
&
pintadas.
Glitter
&
make up
PLZ!
2a minha
obturação
quebrou,
3a num teve
nada,
nem um
tostão,
4a meu
time
perdeu.
Tenho
1 emprego
pra
sossego
do meu pai
e
frenesi
de minha
mãe.
Minha garota
não reclama
mais
sobre a
ambição
que me
falta.
Fico ali
sentado
trocando
latas
vencidas
de
validade
ultrapassadas,
parece
pouco,
mas
atualmente
processos
custam
alto.
Em outros
tempos
seria
eu
um príncipe.
não
mais que
um mendigo,
bate
o ponto
&
fim de
Papo!

Rodrigo Chagas.
27.09.11