Na mesa posta
xícaras chinesas
exalam
o vapor
do chá,
verde
em sua
nomenclatura,
quente
ele
machuca
meus
lábios
- a parte
mais sensível -
do meu corpo.
Comento
contigo
sobre
roedores
&
animais
silvestres
que
povoaram
meu sonho
+ cedo.
Entre
os teus dentes
uma obturação
prata
ressoa
nas minhas
cavidades.
Seu sorriso
(re)aparece
no esverdeado
reflexo,
o líquido
ferve
no bule,
fico
feliz
pelas
tolices
que
podemos
- finalmente -
retornar
a prosear
nas
noites
que antecedem
o sono.
Rodrigo Chagas
25/04/11.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
- Mahler -
"Eis a minha Hora".
Disse - eu - Triunfante
perante aos
meu detratores,
60 anos após meu falecimento.
Hã?
Não pergunte-me
como,
afinal
estarei
M
o
rto.
Rodrigo Chagas
17/03/11.
Disse - eu - Triunfante
perante aos
meu detratores,
60 anos após meu falecimento.
Hã?
Não pergunte-me
como,
afinal
estarei
M
o
rto.
Rodrigo Chagas
17/03/11.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
"Um poema concebido quando o dia ainda era noite..."
Há um vazio
no canto direto
da porta.
Nenhum
enquadramento
barroco
pode
ser
registrado
pela
íris
moderna
do meu corpo.
Encontro
toscos
desenhos
teus
no
caderno
onde
haviam
promessas
não mais
lembradas.
Apenas
o oco
na minha
memória.
Estão
ali nomes
escritos
de pessoas
que nem
mesmo sei
quem são.
Venho
exercitando
o esquecimento
ao longo
dos tempos.
Nas páginas
do livro
quase
desintegrado,
Spengler
afirma
sobre
a história
ser
insentimental
&
sem compadecimentos
daqueles
que se julgam
sentimentalmente.
E toda essa
estória
esquecida
que
não me
fora esclarecida
pelos
próprios
túneis
do meu
tempo?
Uma
placa
noturna
nos dias
enfumaçados.
. . .
Há um lado
esquerdo
no canto vazio
de minha janela.
Rodrigo Chagas
14/05/10.
16/05/10
Sem a vida
não existe
à arte?
Quanta bobagem,
embora dos
meus vivos
ouvidos
li mãos mortas,
de falecidos punhos
escutei vozes
existentes
que há muito
se foram...
Impedido de viver,
na arte
fui morrer...
Você me diz
que eu deveria
mudar essas
últimas
sentenças,
palavras &
proposições,
tudo bem.
Abra em qualquer
parte um livro
& escute sua canção.
Rodrigo Chagas
16/05/10.
não existe
à arte?
Quanta bobagem,
embora dos
meus vivos
ouvidos
li mãos mortas,
de falecidos punhos
escutei vozes
existentes
que há muito
se foram...
Impedido de viver,
na arte
fui morrer...
Você me diz
que eu deveria
mudar essas
últimas
sentenças,
palavras &
proposições,
tudo bem.
Abra em qualquer
parte um livro
& escute sua canção.
Rodrigo Chagas
16/05/10.
08/04/10
& a
chuva
chega
chove
mais
que
a
cântaros.
Des-brinda-nos
com
mortes
&
desastres
- que deslize -
Trovões
chacoalham
anilmente
o
escuro
do firmamento,
iluminam
as trevas
da
preta
noite.
Essas
gotas
não
trazem
o frio,
apesar
dos
gélidos
cadáveres
nos
escombros
marrons
do
concreto
cinza.
O
calor
dos
inferno
continua
sob
o céu
de lama.
Acima
dos
meus
pés
a água
transborda
o meu cálice.
Rodrigo Chagas
08/04/10.
01/08/10
"Rasgue 1o antes de ser dilacerado".
Foram essas as 1as palavras
que vieram-me num dia
do ano anterior.
As palavras destroem as idéias
& as letras constroem
toda o palavrório
idealizado pela humanidade.
Globos oculares
são necessários
para transmitir
a leitura.
Meus ouvidos
captam
as cordas vocais
que ecoam
pelo firmamento.
Estou semi-nu
em sua cama
escrevendo tudo
isso,
sujo,
vindo da privada,
pois apesar
de acreditar
na destruição
dos pensamentos,
escrevo...
Acreditando,
antes de banhar-me,
que o esplendoroso
está por vir
de minhas
Mãos.
Rodrigo Chagas
01/08/10.
que vieram-me num dia
do ano anterior.
As palavras destroem as idéias
& as letras constroem
toda o palavrório
idealizado pela humanidade.
Globos oculares
são necessários
para transmitir
a leitura.
Meus ouvidos
captam
as cordas vocais
que ecoam
pelo firmamento.
Estou semi-nu
em sua cama
escrevendo tudo
isso,
sujo,
vindo da privada,
pois apesar
de acreditar
na destruição
dos pensamentos,
escrevo...
Acreditando,
antes de banhar-me,
que o esplendoroso
está por vir
de minhas
Mãos.
Rodrigo Chagas
01/08/10.
07/10/10
5
estrelas
nos meus
olhos.
Glóbulos
oculares
como
constelações...
Acima do solo,
firmamento abaixo.
Daniel
escreveu
uma parte
do
antigo
livro,
nas páginas
finais
do novo,
esperam
(eles)
o Messias.
Ando eu
sozinho
na cidade-baixa,
em círculos,
no Largo
de Roma.
Não existe
1 Papa,
não há
outro
Nero.
Somente
Eu & a bandeira
rasgada,
em sua
notívaga
jornada,
a flamular
na quente
escuridão
desse dia.
E caso
meu
corpo
morra
sob o aço
- em terras estrangeiras -
envie-o
de volta
num caixão
de metal
como aquele
da Conselheiro Zacarias.
(é pra isso
que ele serve,
p/longas jornadas...
Assim explicou-me
o velho negro
da funilaria).
Rodrigo Chagas
07/10/10.
estrelas
nos meus
olhos.
Glóbulos
oculares
como
constelações...
Acima do solo,
firmamento abaixo.
Daniel
escreveu
uma parte
do
antigo
livro,
nas páginas
finais
do novo,
esperam
(eles)
o Messias.
Ando eu
sozinho
na cidade-baixa,
em círculos,
no Largo
de Roma.
Não existe
1 Papa,
não há
outro
Nero.
Somente
Eu & a bandeira
rasgada,
em sua
notívaga
jornada,
a flamular
na quente
escuridão
desse dia.
E caso
meu
corpo
morra
sob o aço
- em terras estrangeiras -
envie-o
de volta
num caixão
de metal
como aquele
da Conselheiro Zacarias.
(é pra isso
que ele serve,
p/longas jornadas...
Assim explicou-me
o velho negro
da funilaria).
Rodrigo Chagas
07/10/10.
Assinar:
Postagens (Atom)