Não leia
poemas
nu ao meu lado, comentou ela.
"como prestarei
eu atenção?".
Barbaramente
foi esculpido
teu corpo,
após um
orgasmático
encontro
de sêmens
&
óvulos...
Poesias
curvilíneas
- distraem meus
ouvidos -
saciam meus
olhos.
Prefiro perder-me
em teu corpo
do que gastar-me
em palavras...
Rodrigo Chagas
04/02/12.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Primeiro pequeno poema (de 2012):
Nasce
+
1 ano
& na minha
estante
continuam
fotos e livros
de pessoas
que não habitam
mais este lugar.
Palavras
e
canções
e
sorrisos
vivos,
mas quem
originou-as
já
foram-se
há um tempo bom.
estou
sem rumo
& remos,
de mãos
atadas
teimando
contra
a maré
revolta
da
inexistência
que insisto
em continuar.
Prosseguiram-se
os anos 90
e outras
décadas...
estamos,
nós,
por
aqui
ainda...(?)
clico
uma foto (minha)
e nem posso
mais
colocá-la
num papel
junto
com as outras.
sem pilha
& baterias,
preciso de energia
p/exibi-las,
a porcentagem
de forças
está se esgotando,
assim como
o poema
(esvaem-se as palavras),
e nem sei
mais como
conduzi-las
até o final.
que supunham
dever ser:
grande.
Rodrigo Chagas
26.01/12.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Novo Poema.
Sobre
os meus pés
paralelepípedos
ambulantes,
sob
minha
cabeça
a
calvície
&
k
estamos
nós
no meio
do celeiro
de argila
&
argamassas
da
avenida
principal
do
teu corpo.
Lá fora
gotas
pingadas
&
gatos
de botas
roubam
o último
vintém
das
donzelas
em
seus calabouços
-outrora
torres-
prin
ce
sas
cal
vas,
sem
tranças,
nem
eleva
dores.
Travestidas
&
pintadas.
Glitter
&
make up
PLZ!
2a minha
obturação
quebrou,
3a num teve
nada,
nem um
tostão,
4a meu
time
perdeu.
Tenho
1 emprego
pra
sossego
do meu pai
e
frenesi
de minha
mãe.
Minha garota
não reclama
mais
sobre a
ambição
que me
falta.
Fico ali
sentado
trocando
latas
vencidas
de
validade
ultrapassadas,
parece
pouco,
mas
atualmente
processos
custam
alto.
Em outros
tempos
seria
eu
um príncipe.
não
mais que
um mendigo,
bate
o ponto
&
fim de
Papo!
Rodrigo Chagas.
27.09.11
os meus pés
paralelepípedos
ambulantes,
sob
minha
cabeça
a
calvície
&
k
estamos
nós
no meio
do celeiro
de argila
&
argamassas
da
avenida
principal
do
teu corpo.
Lá fora
gotas
pingadas
&
gatos
de botas
roubam
o último
vintém
das
donzelas
em
seus calabouços
-outrora
torres-
prin
ce
sas
cal
vas,
sem
tranças,
nem
eleva
dores.
Travestidas
&
pintadas.
Glitter
&
make up
PLZ!
2a minha
obturação
quebrou,
3a num teve
nada,
nem um
tostão,
4a meu
time
perdeu.
Tenho
1 emprego
pra
sossego
do meu pai
e
frenesi
de minha
mãe.
Minha garota
não reclama
mais
sobre a
ambição
que me
falta.
Fico ali
sentado
trocando
latas
vencidas
de
validade
ultrapassadas,
parece
pouco,
mas
atualmente
processos
custam
alto.
Em outros
tempos
seria
eu
um príncipe.
não
mais que
um mendigo,
bate
o ponto
&
fim de
Papo!
Rodrigo Chagas.
27.09.11
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Poema novo que acabei de escrever...sem corrigir...2o do ano.
Na mesa posta
xícaras chinesas
exalam
o vapor
do chá,
verde
em sua
nomenclatura,
quente
ele
machuca
meus
lábios
- a parte
mais sensível -
do meu corpo.
Comento
contigo
sobre
roedores
&
animais
silvestres
que
povoaram
meu sonho
+ cedo.
Entre
os teus dentes
uma obturação
prata
ressoa
nas minhas
cavidades.
Seu sorriso
(re)aparece
no esverdeado
reflexo,
o líquido
ferve
no bule,
fico
feliz
pelas
tolices
que
podemos
- finalmente -
retornar
a prosear
nas
noites
que antecedem
o sono.
Rodrigo Chagas
25/04/11.
xícaras chinesas
exalam
o vapor
do chá,
verde
em sua
nomenclatura,
quente
ele
machuca
meus
lábios
- a parte
mais sensível -
do meu corpo.
Comento
contigo
sobre
roedores
&
animais
silvestres
que
povoaram
meu sonho
+ cedo.
Entre
os teus dentes
uma obturação
prata
ressoa
nas minhas
cavidades.
Seu sorriso
(re)aparece
no esverdeado
reflexo,
o líquido
ferve
no bule,
fico
feliz
pelas
tolices
que
podemos
- finalmente -
retornar
a prosear
nas
noites
que antecedem
o sono.
Rodrigo Chagas
25/04/11.
quinta-feira, 17 de março de 2011
- Mahler -
"Eis a minha Hora".
Disse - eu - Triunfante
perante aos
meu detratores,
60 anos após meu falecimento.
Hã?
Não pergunte-me
como,
afinal
estarei
M
o
rto.
Rodrigo Chagas
17/03/11.
Disse - eu - Triunfante
perante aos
meu detratores,
60 anos após meu falecimento.
Hã?
Não pergunte-me
como,
afinal
estarei
M
o
rto.
Rodrigo Chagas
17/03/11.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
"Um poema concebido quando o dia ainda era noite..."
Há um vazio
no canto direto
da porta.
Nenhum
enquadramento
barroco
pode
ser
registrado
pela
íris
moderna
do meu corpo.
Encontro
toscos
desenhos
teus
no
caderno
onde
haviam
promessas
não mais
lembradas.
Apenas
o oco
na minha
memória.
Estão
ali nomes
escritos
de pessoas
que nem
mesmo sei
quem são.
Venho
exercitando
o esquecimento
ao longo
dos tempos.
Nas páginas
do livro
quase
desintegrado,
Spengler
afirma
sobre
a história
ser
insentimental
&
sem compadecimentos
daqueles
que se julgam
sentimentalmente.
E toda essa
estória
esquecida
que
não me
fora esclarecida
pelos
próprios
túneis
do meu
tempo?
Uma
placa
noturna
nos dias
enfumaçados.
. . .
Há um lado
esquerdo
no canto vazio
de minha janela.
Rodrigo Chagas
14/05/10.
16/05/10
Sem a vida
não existe
à arte?
Quanta bobagem,
embora dos
meus vivos
ouvidos
li mãos mortas,
de falecidos punhos
escutei vozes
existentes
que há muito
se foram...
Impedido de viver,
na arte
fui morrer...
Você me diz
que eu deveria
mudar essas
últimas
sentenças,
palavras &
proposições,
tudo bem.
Abra em qualquer
parte um livro
& escute sua canção.
Rodrigo Chagas
16/05/10.
não existe
à arte?
Quanta bobagem,
embora dos
meus vivos
ouvidos
li mãos mortas,
de falecidos punhos
escutei vozes
existentes
que há muito
se foram...
Impedido de viver,
na arte
fui morrer...
Você me diz
que eu deveria
mudar essas
últimas
sentenças,
palavras &
proposições,
tudo bem.
Abra em qualquer
parte um livro
& escute sua canção.
Rodrigo Chagas
16/05/10.
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